STF decide sobre publicidade de apostas online para crianças: entenda as implicações
Em decisão do Ministro Luiz Fux, nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 7721 e 7723, propostas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pelo partido
Em decisão do Ministro Luiz Fux, nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 7721 e 7723, propostas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pelo partido Solidariedade, respectivamente, foi determinado:
- A suspensão, em todo território nacional, de qualquer publicidade de jogos de apostas online de cota fixa (“Bets”) direcionada a crianças e adolescentes;
- Que o governo federal deve implementar de forma imediata medidas de fiscalização e controle voltadas para a proteção de crianças e adolescentes, conforme estipulado pela Portaria 1.231/2024 do Ministério da Fazenda, que regulamenta a Lei das Bets (Lei 14.790/2023);
- A atribuição ao Ministério da Fazenda das responsabilidades de regulação e controle do setor, devendo implementar medidas urgentes para impedir o uso de recursos de programas sociais e assistenciais em apostas online, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada.
Contexto Legal
A proibição de publicidade voltada a crianças e adolescentes já estava prevista na própria Lei das Bets (Lei 14.790/2023), evidenciando que a decisão do STF consolida um comando legal previamente estabelecido.
O artigo 16 da Lei 14.790/2023 determina que as ações de comunicação, publicidade e marketing da loteria de apostas de cota fixa devem seguir a regulamentação do Ministério da Fazenda, com incentivo à autorregulação. Entre os principais pontos estão:
- A obrigatoriedade de veiculação de avisos de desestímulo ao jogo e advertência sobre seus malefícios;
- A necessidade de ações informativas para conscientização dos apostadores, prevenção do transtorno do jogo patológico e proibição de participação de menores de 18 anos;
- A determinação de que a publicidade e propaganda sejam direcionadas exclusivamente ao público adulto, de modo a não ter crianças e adolescentes como público-alvo.
Considerações Finais
A decisão do STF consolida a necessidade de proteger crianças e adolescentes e de coibir práticas prejudiciais. Essas diretrizes não apenas reforçam a legislação existente, mas também promovem um ambiente mais seguro e responsável no setor de apostas online.
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